quarta-feira, dezembro 28, 2005
segunda-feira, dezembro 26, 2005
sábado, dezembro 10, 2005
quinta-feira, dezembro 08, 2005
quarta-feira, novembro 30, 2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
E com isto dou o Verão 2005 por encerrado
sexta-feira, novembro 25, 2005
Brigada Victor Jara - 30 anos
Estes meninos (e vários outros meninos e meninas que foram passando pela Brigada ao longo dos anos) comemoraram ontem, em concerto, os seus 30 anos. Já tinham idade para terem juízo. Mas ainda bem que não têm. Do fundo do coração, os meus parabéns e obrigado por tudo!
sexta-feira, novembro 18, 2005
Bella Ciao
Una mattina mi sono svegliato,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Una mattina mi sono svegliato,
E ho trovato l'invasor.
O partigiano portami via,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
O partigiano portami via,
Che mi sento di morir.
E so io muoio da partigiano,
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
E so io muoio da partigiano,
Tu mi devi seppellir.
Mi seppellisci lassù in montagna
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Mi seppelisci lassù in montagna
Sotto l'ombra di un bel fior.
Tutte le genti che passeranno
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
Tutte le genti che passeranno
Mi diranno «che bel fior!».
E questo è il fiore del partigiano
O bella ciao, bella ciao,
Bella ciao, ciao, ciao,
E questo è il fiore del partigiano
Morto per la Liberta.
quarta-feira, novembro 16, 2005
Utilizador-pagador
Vital Moreira defende o princípio do utilizador-pagador para as auto-estradas. E continua a defender mudanças na segurança social que permitam a sua viabilidade económica. Pois muito bem, é a sua opinião. Apenas gostaria de saber se, coerentemente, também defende o princípio do não-utilizador/não-pagador para a segurança social. Isto é: se a minha geração não vai ter reforma ou vai ter a reforma em condições muito mais penalizadoras, porque é que há-de continuar a descontar para garantir a viabilidade das reformas da geração do professor Vital Moreira? É que eu quero continuar a descontar para a segurança social. Mas, se não fosse pedir demais, também gostava de vir um dia a beneficiar dela...
terça-feira, novembro 15, 2005
Parece-me uma opinião insuspeita
Diz Manuela Ferreira Leite que [não vê] grandes diferenças entre aquilo que o PSD propôs enquanto Governo e aquilo que este Governo está a propor. E, para que não restem dúvidas acrescenta ainda: vão ter que fazer tanto ou pior do que nós fizemos. Afinal, a opinião de que não há grandes diferenças entre o actual governo e os seus anteriores pode vir de onde menos se espera...
quinta-feira, novembro 10, 2005
O CERN em greve
A Associação de Pessoal do CERN convocou uma greve para hoje. É a primeira vez em dez anos. O que está em causa é a sustentabilidade do fundo de pensões e a alegada falta de empenho da direcção do CERN na resolução deste problema. Parece que os problemas relacionados com a (falta de) segurança social não estão apenas presentes na ciência portuguesa. O especialista está, naturalmente, solidário com o pessoal do CERN. Esta luta deveria ser de todos!
segunda-feira, novembro 07, 2005
Paris a ferro e fogo
Não compreendo o que se passa em França. Não compreendo porque não vivo nos subúrbios degradados de uma grande cidade como Paris. Não compreendo porque, apesar de tudo, não sou tratado nas ruas e no parlamento como escumalha. Não compreendo porque, acima de tudo, tenho a esperança (talvez ingénua) de um futuro melhor. Mas apesar de não compreender, tento entender. E talvez fosse bom que não nos esquecessemos que, como disse Vital Moreira, quando Paris está a arder, convém lembrar que nem só ela é combustível. E que não são os habitantes dos subúrbios de Paris que mais têm a perder...
domingo, novembro 06, 2005
Outono compreensivo
Estar no CERN num domingo não é, geralmente, o programa mais interessante que se pode arranjar. Mas desta vez o Outono resolveu ser simpático. Com um dia bonito e cheio de sol, tudo se torna mais fácil.
sexta-feira, outubro 28, 2005
sexta-feira, outubro 21, 2005
quarta-feira, outubro 19, 2005
Fecho Solene
Por decisão do magnífico reitor, a magnífica abertura solene das aulas na Universidade de Coimbra foi cancelada. Parece que há alguns estudantes que estão descontentes com a política de ensino superior em portugal. Que acham que há pouco dinheiro para as universidades, vejam lá! Vai daí e decidiram fechar a porta da sua universidade. O reitor, aparentemente em concordância com o espírito da coisa, decidiu fechar a abertura solene. Os meus parabéns e um conselho: não se fique pela abertura solene. Feche tudo. E talvez com uma placa a dizer: reabrimos brevemente com nova política e nova gerência.
segunda-feira, outubro 17, 2005
Especialista em Inglês
É com enorme prazer que anunciamos que o Especialista está agora também disponível em inglês.
A gerência.
A gerência.
terça-feira, outubro 11, 2005
Ainda bem que temos um governo de esquerda...
Governo admite privatizar os CTT. Pode ser que passem a funcionar melhor. Tal como aconteceu com a PT, a EDP e tantos outros maravilhosos exemplos...
terça-feira, outubro 04, 2005
Bolseiros & Cia.
A respeito da condição do bolseiro e do seu estatuto, declarou o Sr. Ministro José Mariano Gago (24 de Maio de 2005 em audição da Comissão Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República): Bolseiros não são funcionários. (..) As regras internacionais nesta matéria são que o princípio de uma carreira científica (as académicas, não as industriais), não é a entrada como assistente, é a entrada como bolseiro, junto de um instituição de investigação em qualquer subsistema, público ou privado que exista, a submissão de uma tese, a sua aprovação ou não aprovação, e depois é um periodo de pós-doutoramento, que garanta a passagem desse estatuto inicial de estudante que fez uma primeira prova a um estatuto de autonomia responsável. Esse periodo não pode ser eterno, estamos inteiramente de acordo. O que está previsto na lei portuguesa é um máximo de 6 anos, em dois periodos de 3 [anos]. E considero que esse é o limite razoável. Ou seja, o Sr. Ministro considera que os bolseiros não são funcionários, mas que a entrada na carreira científica se faz sendo bolseiro. Sou só eu que vejo aqui uma contradição? Por outro lado, ficamos também a saber que o Sr. Ministro considera que as habilitações necessárias para se deixar de ser bolseiro consistem no doutoramento e seis anos de experiência pós-doutoramento. Falamos portanto de cerca de 10 anos em situação precária e das consequências que estes 10 anos têm para efeito de descontos para a Segurança Social. Já agora uma questão: que habilitações e experiência profissional tinha o Sr. Ministro quando ingressou na carreira académica com um contrato de trabalho?
A acrescer a tudo isto, verifico que a bolsa correspondente ao presente mês ainda não me foi paga (o que costuma acontecer dia 1 de cada mês). Alguns colegas meus contactaram a FCT, tendo recebido como justificação dificuldades financeiras. Foi-lhe ainda dito que talvez esta semana a situação se resolvesse. Ainda que assim seja, quem se irá responsabilizar por este atraso e por todos os problemas que esta situação está a causar a pessoas (o Estado Português nega-nos o estatuto de profissionais) numa situação já demasiado precária?
É desta forma que queremos investigação científica em Portugal? É assim que queremos atrair mais jovens para a ciência?
Parafrasiando B. Brecht: Tantas histórias// Quantas perguntas.
A acrescer a tudo isto, verifico que a bolsa correspondente ao presente mês ainda não me foi paga (o que costuma acontecer dia 1 de cada mês). Alguns colegas meus contactaram a FCT, tendo recebido como justificação dificuldades financeiras. Foi-lhe ainda dito que talvez esta semana a situação se resolvesse. Ainda que assim seja, quem se irá responsabilizar por este atraso e por todos os problemas que esta situação está a causar a pessoas (o Estado Português nega-nos o estatuto de profissionais) numa situação já demasiado precária?
É desta forma que queremos investigação científica em Portugal? É assim que queremos atrair mais jovens para a ciência?
Parafrasiando B. Brecht: Tantas histórias// Quantas perguntas.
quarta-feira, setembro 21, 2005
Discordem, mas calados!
Depois da requisição geral de serviços mínimos para impedir a greve dos professores aos exames, o governo proíbe agora os militares de se manifestarem. A seguir talvez seja a vez dos juízes, dos médicos, dos pilotos da TAP ou de qualquer outra classe de profissionais. Quando é que nos vamos indignar? Se calhar convinha que fosse enquanto ainda é permitido...
[Notem bem que não me refiro a questões legais. Perante a gravidade dos factos não discuto sequer se as medidas tomadas pelo governo são ou não legais. O que sei é que politicamente as considero ilegítimas.]
[Notem bem que não me refiro a questões legais. Perante a gravidade dos factos não discuto sequer se as medidas tomadas pelo governo são ou não legais. O que sei é que politicamente as considero ilegítimas.]
quinta-feira, setembro 08, 2005
Água Pública
A maioria parlamentar prepara-se para aprovar dia 29 de Setembro na Assembleia da República uma Lei da Água que permite ao governo vender a água, os rios, as albufeiras, as praias e os portos de Portugal.
Será que não chega o exemplo do gás, da electricidade, da rodoviária e de tantos outros monopólios privados?
Mais informações na página da Associação Água Pública.
Será que não chega o exemplo do gás, da electricidade, da rodoviária e de tantos outros monopólios privados?
Mais informações na página da Associação Água Pública.
terça-feira, agosto 30, 2005
segunda-feira, agosto 29, 2005
Fotos
Uma selecção de fotos dos Açores já está disponível. As de Barcelona e Kitzbühel hão de estar um dia destes.
quinta-feira, agosto 25, 2005
quarta-feira, agosto 24, 2005
terça-feira, agosto 23, 2005
Ainda os Açores
segunda-feira, agosto 22, 2005
Festas de Gràcia
Estou na Austria numa Escola de Verão do CERN. Está a chover e estou rodeado de físicos por todo o lado. As notícias que me chegam de portugal não são melhores: está tudo a arder. Para não me deprimir, este post vai ser sobre a minha recente passagem por Barcelona onde, uma vez mais, tive o prazer de estar nas Festas de Gràcia.
Se tudo correr bem, por estes dias hei-de disponibilizar mais fotos. Sempre me vou animando...
Se tudo correr bem, por estes dias hei-de disponibilizar mais fotos. Sempre me vou animando...
quinta-feira, agosto 11, 2005
Adeus Açores, até um dia destes!
Estou de volta dos Açores. Foram umas férias magníficas. Mais ainda ficou muito por fazer: hei-de voltar em breve!
Logo que possível, hei-de disponibilizar as fotos na minha página (entretanto podem ver as do Nils aqui).
segunda-feira, julho 11, 2005
Já sou um mergulhador
quinta-feira, junho 30, 2005
O mundo é grande
O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de Andrade
nesta janela sobre o mar
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, junho 27, 2005
quinta-feira, junho 23, 2005
segunda-feira, junho 20, 2005
Professores em greve
(imagem retirada de www.publico.pt)
O Especialista está com os Professores. Por mais e melhor Educação. Pelo reconhecimento profissional. Contra a precarização do trabalho!
quinta-feira, junho 16, 2005
Os amantes sem dinheiro
Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.
Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.
Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.
Eugénio de Andrade
terça-feira, junho 14, 2005
Até amanhã, camaradas!
Não gosto de despedidas. Por isso, num soalheiro dia de Junho, apenas vos digo: até logo.
sexta-feira, junho 10, 2005
quarta-feira, junho 08, 2005
segunda-feira, maio 30, 2005
A vontade do povo é soberana... ou talvez não...
UE recusa abandonar ou renegociar Constituição
Isto lembra A Solução de B. Brecht:
Após a insurreição de 17 de Junho
O secretário da União dos Escritores
Fez distribuir panfletos na Alameda Estaline
Em que se lia que, por culpa sua,
O povo perdeu a confiança do governo
E só à custa de esforços redobrados
Poderá recuperá-la. Mas não seria
Mais simples para o governo
Dissolver o povo
E eleger outro?
Isto lembra A Solução de B. Brecht:
Após a insurreição de 17 de Junho
O secretário da União dos Escritores
Fez distribuir panfletos na Alameda Estaline
Em que se lia que, por culpa sua,
O povo perdeu a confiança do governo
E só à custa de esforços redobrados
Poderá recuperá-la. Mas não seria
Mais simples para o governo
Dissolver o povo
E eleger outro?
domingo, maio 29, 2005
sábado, maio 28, 2005
Pour moi c'est non!
Este fim de semana a esperança é francesa!
Porque tenho esperança que o reinado dos bem-pensantes não seja absoluto. Porque não aceito que, em nome da inevitabilidade, os grandes democratas das decisões prontas a vestir me digam que não há outra hipótese. Porque defendo uma outra Europa. Porque a Europa deve ser dos povos. Porque desconfio dos unanimismos. Porque sou federalista e quero um governo federal eleito. Porque não aceito qualquer constituição que me seja imposta sem um processo constituinte verdadeiramente democrático. Porque só a verdade é revolucionária. Porque não aceito um governo federal que não responda perante um parlamento federal. Porque quero um sistema de duas câmaras. Porque não me resigno a que a liberdade caia num estrondoso aplauso. Porque quero um mundo melhor para o meu filho. Por tudo isto e por muito mais: pour moi, c'est non! (Espero que para os franceses também!)
quarta-feira, maio 04, 2005
Acordai
acordai
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
José Gomes Ferreira (musicado por Lopes Graça)
homens que dormis
a embalar a dor
dos silêncios vis
vinde no clamor
das almas viris
arrancar a flor
que dorme na raíz
Acordai
acordai
raios e tufões
que dormis no ar
e nas multidões
vinde incendiar
de astros e canções
as pedras do mar
o mundo e os corações
Acordai
acendei
de almas e de sóis
este mar sem cais
nem luz de faróis
e acordai depois
das lutas finais
os nossos heróis
que dormem nos covais
Acordai!
José Gomes Ferreira (musicado por Lopes Graça)
domingo, maio 01, 2005
sexta-feira, abril 29, 2005
quinta-feira, abril 28, 2005
Férias
Estou a precisar de férias. Quero fugir das rotinas e do cansaço. Mas no fim de julho, vingo-me: dê lá por onde der, vou para os Açores. Com a Mariana, o Pedro e o Nils. E com quem mais se quiser juntar.
quarta-feira, abril 27, 2005
sexta-feira, abril 15, 2005
quinta-feira, abril 07, 2005
From CERN with love
Nestes dias não darei muitas notícias. Estou reduzido à minha condição de escravo. Quem não aguentar as saudades pode vir até ao CERN visitar-me. Quando não, segunda já estarei de volta.
sexta-feira, abril 01, 2005
quinta-feira, março 31, 2005
quarta-feira, março 30, 2005
domingo, março 27, 2005
Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui chantent
Les rêves qui les hantent
Au large d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dorment
Comme des oriflammes
Le long des berges mornes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui meurent
Pleins de bière et de drames
Aux premières lueurs
Mais dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui naissent
Dans la chaleur épaisse
Des langueurs océanes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui mangent
Sur des nappes trop blanches
Des poissons ruisselants
Ils vous montrent des dents
A croquer la fortune
A décroisser la lune
A bouffer des haubans
Et ça sent la morue
Jusque dans le coeur des frites
Que leurs grosses mains invitent
A revenir en plus
Puis se lèvent en riant
Dans un bruit de tempête
Referment leur braguette
Et sortent en rotant
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dansent
En se frottant la panse
Sur la panse des femmes
Et ils tournent et ils dansent
Comme des soleils crachés
Dans le son déchiré
D'un accordéon rance
Ils se tordent le cou
Pour mieux s'entendre rire
Jusqu'à ce que tout à coup
L'accordéon expire
Alors le geste grave
Alors le regard fier
Ils ramènent leur batave
Jusqu'en pleine lumière
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui boivent
Et qui boivent et reboivent
Et qui reboivent encore
Ils boivent à la santé
Des putains d'Amsterdam
De Hambourg ou d'ailleurs
Enfin ils boivent aux dames
Qui leur donnent leur joli corps
Qui leur donnent leur vertu
Pour une pièce en or
Et quand ils ont bien bu
Se plantent le nez au ciel
Se mouchent dans les étoiles
Et ils pissent comme je pleure
Sur les femmes infidèles
Dans le port d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam.
Jaques Brel (1964)
Y a des marins qui chantent
Les rêves qui les hantent
Au large d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dorment
Comme des oriflammes
Le long des berges mornes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui meurent
Pleins de bière et de drames
Aux premières lueurs
Mais dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui naissent
Dans la chaleur épaisse
Des langueurs océanes
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui mangent
Sur des nappes trop blanches
Des poissons ruisselants
Ils vous montrent des dents
A croquer la fortune
A décroisser la lune
A bouffer des haubans
Et ça sent la morue
Jusque dans le coeur des frites
Que leurs grosses mains invitent
A revenir en plus
Puis se lèvent en riant
Dans un bruit de tempête
Referment leur braguette
Et sortent en rotant
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui dansent
En se frottant la panse
Sur la panse des femmes
Et ils tournent et ils dansent
Comme des soleils crachés
Dans le son déchiré
D'un accordéon rance
Ils se tordent le cou
Pour mieux s'entendre rire
Jusqu'à ce que tout à coup
L'accordéon expire
Alors le geste grave
Alors le regard fier
Ils ramènent leur batave
Jusqu'en pleine lumière
Dans le port d'Amsterdam
Y a des marins qui boivent
Et qui boivent et reboivent
Et qui reboivent encore
Ils boivent à la santé
Des putains d'Amsterdam
De Hambourg ou d'ailleurs
Enfin ils boivent aux dames
Qui leur donnent leur joli corps
Qui leur donnent leur vertu
Pour une pièce en or
Et quand ils ont bien bu
Se plantent le nez au ciel
Se mouchent dans les étoiles
Et ils pissent comme je pleure
Sur les femmes infidèles
Dans le port d'Amsterdam
Dans le port d'Amsterdam.
Jaques Brel (1964)
sábado, março 26, 2005
terça-feira, março 22, 2005
sexta-feira, março 18, 2005
Porque não tenho dado notícias...
Para além do Pedro, este tem sido o meu mundo nos últimos tempos. Melhores dias virão!
segunda-feira, março 07, 2005
Amigos-irmãos
A todos os meus amigos-irmãos, que nos últimos dias (e como sempre!) me ofereceram generosamente o carinho de um gesto, palavra ou simplesmente silêncio cúmplice, não agradeço. Porque não sei agradecer a amizade.
sexta-feira, março 04, 2005
quinta-feira, fevereiro 24, 2005
Picked up for you: Radiation turns earthworms on
A low dose of radiation makes earthworms switch from asexual to sexual reproduction.
Enchytraeus japonensis, a species of earthworm found in Japan, normally reproduce by breaking into six or more sections, each of which grows into a new worm. But when Yukihia Miyachi and colleagues from the International University of Health and Welfare in Otawara, Japan, exposed the worms to 4-5 micrograys of radiation per hour, about 15 times higher than natural background radiation levels, they stopped fragmenting. Instead, the researchers discovered that 85 per cent of the worms had produced eggs, some of which developed into juvenils, suggesting that the creatures had been having sex (Journal of Environmental Radioactivity, vol. 79, p. 1). The effect disappeared when the radiation level was increased to 30 micrograys per hour.
Keith Baverstock, a radiation scientist from the University of Kuopio, Finland, says that these changes could be a "relic of evolutionary history". Radiation levels on Earth when worms evolved hundred of millions of years ago, were around 10 times higher than today.
New Scientist, 5.2.2005, p.19.
[Picked Up for You is compiled by H. Wachmuth at CERN]
Enchytraeus japonensis, a species of earthworm found in Japan, normally reproduce by breaking into six or more sections, each of which grows into a new worm. But when Yukihia Miyachi and colleagues from the International University of Health and Welfare in Otawara, Japan, exposed the worms to 4-5 micrograys of radiation per hour, about 15 times higher than natural background radiation levels, they stopped fragmenting. Instead, the researchers discovered that 85 per cent of the worms had produced eggs, some of which developed into juvenils, suggesting that the creatures had been having sex (Journal of Environmental Radioactivity, vol. 79, p. 1). The effect disappeared when the radiation level was increased to 30 micrograys per hour.
Keith Baverstock, a radiation scientist from the University of Kuopio, Finland, says that these changes could be a "relic of evolutionary history". Radiation levels on Earth when worms evolved hundred of millions of years ago, were around 10 times higher than today.
New Scientist, 5.2.2005, p.19.
[Picked Up for You is compiled by H. Wachmuth at CERN]
Tango
Imagem roubada no kameraphoto.
créditos: Tango no bairro de La Boca, Buenos Aires, Argentina.
João Carvalho Pina.
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Subscrever:
Mensagens (Atom)