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sexta-feira, abril 27, 2007

Abril despedaçado



O cravo está no chão. As botas são as mesmas de sempre.

(ainda) o 25 de Abril no Chiado

Aqui ficam alguns testemunhos. Espalhem a notícia para que ninguém possa desculpar-se com a falta de informação:

http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2007/04/na_rua_do_carmo_1.html



E uma vez mais afirmo: por enquanto a nossa constituição dá-nos o direito (conquistado em Abril de 1974) de livre manifestação:

Artigo 45.º (Direito de reunião e de manifestação)

1. Os cidadãos têm o direito de se reunir, pacificamente e sem armas, mesmo em lugares abertos ao público, sem necessidade de qualquer autorização.

2. A todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação.



São portanto tão intoleráveis como a repressão à bastonada, as declarações da polícia:
«indivíduos ligados a vários movimentos extremistas identificados com simbologia anarco-libertária» tentaram iniciar «uma manifestação não autorizada, nem comunicada ao Governo Civil e, como tal, ilegal», o que levou à intervenção policial.

quinta-feira, abril 26, 2007

Assim foi o 25 de Abril no Chiado




(segundo me faz saber o Jorge Soares da Associação República e Laicidade)

33 anos depois assim vai a Liberdade. Com os jornais e as gentes bem-pensantes a falar de manifestações não autorizadas. A polícia fala de extremistas de esquerda com uma precisão classificativa notável ("extremistas com simbologia anarcolibertária"). Liberdade e diálogo é para alguns. Os cartazes racistas, por exemplo, são protegidos em nome da liberdade de expressão, da lei e da ordem. Para os outros temos pauzinhos de amolgar ideologias. Ou seja, assim se vê uma vez mais para que serve a polícia. E já agora, quando é que foi a última vez que ouviram falar de uma carga policial durante uma manifestação de extrema direita?

É triste. E mais triste ainda é (quase) ninguém se indignar. Eu, por mim, só lamento não ter estado ontem no Chiado. Embora não tenha tido nada a ver com aquela manifestação e nem saiba se me revejo ou não naquela luta (em rigor não sei lá muito bem de que se tratava), sei - isso sim - que também fui agredido pelas bastonadas que os polícias por lá espalharam.