Mostrar mensagens com a etiqueta referendo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta referendo. Mostrar todas as mensagens

domingo, junho 15, 2008

Já sei que não me perguntaram, mas eu respondo à mesma: Não!



Os irlandeses disseram não em referendo ao tratado de Lisboa. Fico contente, pois era essa a resposta que eu daria caso alguém se desse ao trabalho de me perguntar. Bem sei que, de acordo com a opinião dominante, a europa é boa por definição, tal como sei que quem se opõe ao que as cabecinhas bem pensantes querem para a europa é, na melhor das hipóteses, ignorante. Ainda assim, fico contente.

É precisamente por a adesão à comunidade europeia ser inquestionável, que pondero seriamente se não será melhor acabar de vez com esta comunidade europeia. Sempre desconfiei muito das escolhas decretadas como inevitáveis. A história da humanidade está cheia delas e raramente correram bem.

Julgo que é necessário dizer claramente: esta comunidade europeia é uma escolha política. O tratado de Lisboa é uma escolha de organização política. Podemos ser a favor da paz, da união dos povos e do sol a brilhar nas praias e não aceitar as escolhas dos dirigentes europeus. Eu, por exemplo, defendo uma comunidade europeia com um governo europeu eleito directamente que responda perante um parlamento europeu dotado de poderes reais. E não me digam que é isto que existe: o parlamento europeu é pouco mais que decorativo e quem decide tudo é o conselho (ou seja, são os governos europeus que decidem, sem responder perante ninguém, o que querem, apresentando depois essas decisões aos seus eleitores como sendo impostas pela europa). O que tenho visto nos últimos tempos é que esta comunidade europeia não é isto nem tem nenhuma vontade de caminhar para o ser. Por isso estou contra esta opção.

Hoje por hoje, estou convencido que a minha europa nunca será atingida como evolução da europa que existe. E, repito, acho que nem todas as uniões europeias são boas. Ocorre-me, por exemplo, a união europeia proposta por Hitler aqui há uns anitos...

domingo, fevereiro 11, 2007

Finalmente

Com oito anos de atraso, mas desta conseguimos. Não me preocupa particularmente a abstenção: toda a gente podia ir votar; só não foi quem decidiu não o fazer. Em democracia é assim: as decisões são tomadas por quem escolhe decidir. Fico contente por me ter enganado: o SIM ganhou por uma margem suficientemente confortável, ao contrário do que eu temia.

Acredito que demos um pequeno passo na direcção certa. Acredito que nos afastámos um bocadinho mais do obscurantismo. Mas também acredito que isto foi só o começo. O pessoal de sempre, aqueles que estavam nos anos oitenta contra a lei actual (que está quase a deixar de o ser!) e que eram agora os seus maiores defensores, não vão cruzar os braços. Vão tentar por todos os meios que a mulher que decida recorrer ao aborto continue, na prática, a encontrar as mesmas dificuldades. Financeiras, desde logo. Porque, o aborto sempre se praticou. Mas quem a ele recorria em condições de segurança e dignidade era quem podia pagar o silêncio de uma qualquer clínica ou uma ida ao estrangeiro. Às mulheres que não o podiam (e não podem) fazer, restava o vão de escada.

Por isso também nós, que votámos SIM, não podemos cruzar os braços. A lei vai ser alterada. Mas ainda temos que alterar a realidade. Como acto médico que é, o aborto tem de poder ser feito no Serviço Nacional de Saúde. O aconselhamento não pode retirar à mulher o direito de escolha que o referendo lhe atribuiu (que é como quem diz tem de ser aconselhamento e não imposição). Vamos a isso, ainda há muito a fazer!

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

mãe por opção | sim


mãe por opção | sim, originally uploaded by reimao.


Aborto clandestino, não!

No referendo voto SIM!

terça-feira, fevereiro 06, 2007